Assédio Moral no trabalho: QUEBRE O SILÊNCIO! – Caso nº 3

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Não só os profissionais já formados sofrem com este problema. Hoje temos o caso de uma estagiária que já antes de terminar a faculdade sofre com o Assédio moral causado pelas próprias Nutricionistas que supervisionam seu estágio. Lamentável. Acompanhe:

CASO nº 3

Nos estágio principalmente de produção me colocavam para fazer coisas cretinas e eu não aprendia o que uma nutri faz e vou sair da faculdade sem saber na prática.E fiz estágio em um clube atendendo as pessoas e o que ouvia delas era:tudo o que você está falando eu já sei…mas meu médico disse isso ou aquilo.

Depois fiz estágio em uma padaria onde os funcionários me xingavam,só faltavam me bater,os donos brigavam e  cobravam de mim mais do que eu poderia exercer e faziam o mesmo com a nutricionista e eu chorava muito e recentemente fiz estágio para um empresa terceirizada em um restaurante de um banco onde tinha muitas nutricionistas e duas delas se sujeitaram a só fazer serviços que me colocaram para fazer também,que fere a inteligência e que não precisa de estudo para isso como por exemplo:arrumar lata de refrigerante na geladeira,arrumar guardanapo etc e agora estou desiludida com a profissão.

– Fim do 3º caso –

Acompanhe todos os relatos desde o primeiro:

Caso 1: http://nutriuan.wordpress.com/2013/01/28/assedio-moral-no-trabalho-quebre-o-silencio/

Caso 2: http://nutriuan.wordpress.com/2013/01/30/assedio-moral-no-trabalho-quebre-o-silencio-caso-no-2/

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Assédio Moral no trabalho: QUEBRE O SILÊNCIO! – Caso nº 2

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Hoje, como prometido, mais um relato de Assédio moral, para que possamos ter cada vez mais consciência de que precisamos mudar esta situação ante os Nutricionistas. Chega de sentimentos de culpa, de incapacidade e vergonha.


CASO nº 2

Vi sua solicitação no face e eu achei muito importante a sua atitude. Nós, nutricionistas, passamos por situações extremamente delicadas… Sei que seu foco são as nutricionistas de Produção, mas te garanto, não são só estas que sofrem de assédio.

Hoje, eu tenho verdadeiro pânico de Produção, de tanto que já sofri… Começou bem nos estágios. Onde os meus superiores (donos de empresas) cobravam de mim, mais do que eu poderia exercer e me chamavam de incompetente, burra, incapaz… E, por mais que eu me esforçasse, era sempre a mesma coisa. Depois que eu me formei, não consegui ficar empregada nem 3 meses em produção, pois os problemas continuaram e eu sofri demais, chorava muito, de tanta humilhação, diante de todos os funcionários. Um dia, em um restaurante famoso, um dos clientes pediu que eu fritasse um ovo pra ele. Delicadamente, expliquei que eu era a nutricionista, mas que eu iria pedir para o funcionário providenciar. Ele gritou, chamou o gerente e disse que queria que EU fritasse. O gerente, para piorar, disse que eu deveria atender ao pedido do cliente, pois o cliente tem sempre razão. Quanta humilhação! Pedi demissão no mesmo dia.

Resolvi mudar de área, fui para área clínica, que era minha pretensão desde o princípio. Não pense que foi diferente. Na verdade, foi muito mais grave. Pelo fato de eu ter sido muito nova e recém-formada, era julgada ineficiente. Era sobrecarregada com mais do dobro de alas do que as minhas colegas “experientes”. Era responsável por 3 UTis, sondário, além das maiores alas em quantidades de pacientes, quando as outras nutricionistas poderiam ficar com apenas uma ala, com menor número de pacientes, alegando que aqueles eram mais complexos. (desde quando existe área mais complexa que UTI?) Infelizmente, precisei suportar toda a opressão, que só estava começando. Muitas vezes, outras colegas, nutricionistas, alteravam meus mapas, apagavam minhas avaliações, trocavam os leitos dos pacientes, só pra tudo “dar errado” e elas me xingarem, falarem mal de mim. 
Foi muito difícil, também. Mas suportei por longos 2 anos, até que fui demitida, sem justa causa e também, sem explicação. A idéia, acho, era que eu não aguentasse e pedisse as contas. O diretor do hospital e os melhores médicos gostavam muito do meu trabalho e isso incomodava muito.

Comecei a trabalhar em outro hospital, dessa vez, particular. Meu relacionamento com as colegas, era maravilhoso, graças a Deus! Mas já com os diretores e médicos… O quadro se inverteu. Os donos do hospital são médicos, e, para eles, somente eles têm valor! Várias vezes, me pediram para servir “cafézinhos” e ser “cordial” com tudo que os médicos pediam. Fora os gritos que eu levava perto de outros funcionários… Alguns, reclamavam que eu estava dando orientações nutricionais, que eu reajustava a dieta, diziam que este não era meu papel, que eu me colocasse “em meu lugar”; Porém, eu estava CONSERTANDO erros médicos, que deixavam dieta Livre para pacientes diabéticos, hipertensos, com dislipidemia, com intolerâncias e alergias. Fica complicado você fazer seu papel, se você é contratado para algo que não deve fazer. Cansada de ser tão rebaixada, humilhada, desclassificada como nutricionista, acabei pedindo demissão

Hoje, estou desempregada na área e, sinceramente, um pouco arrependida de ter escolhido essa área que eu tanto amo!

Bom, espero que eu tenha contribuído. Peço que guarde sigilo sobre minha identidade.

Com carinho;

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Assédio Moral no trabalho: QUEBRE O SILÊNCIO!

assédio moraaal

Boa noite pessoal! Hoje o assunto é: Assédio moral.
Você sabe o que significa? Já vivenciou isso? Saberia como agir?

Um tema extremamente delicado e vivido por muitas (os) de nós Nutricionistas é o que vamos discutir hoje.  Ao final um relato por dia até o fim dessa semana de colegas de profissão que passaram por esse problema.

DEFINIÇÃO

Bom, para começar devemos fazer uma definição bem clara do que seria o ato de assediar moralmente alguém para aí sim seguir adiante.

Para caracterizar um assédio moral a um empregado é necessário haver exposição do trabalhador a situações humilhantes e constrangedoras durante a sua jornada de trabalho. No entanto, é preciso que as exposições sejam repetitivas, por isso é importante não confundir um episódio isolado com o assédio propriamente dito.

Com o passar do tempo, esse tipo de situação passa a ser um tipo de tortura para o empregado fazendo com que desista do emprego e peça demissão a fim de cessar o sofrimento.

TIPOS DE ASSÉDIO

Assédio descendente

É o tipo mais comum de assédio, se dá de forma vertical, de cima (chefia) para baixo (subordinados). Principais causas é desestabilizar o trabalhador de forma que produza mais por menos, sempre com a impressão que não esta atingindo os objetivos da empresa, o que na maioria das vezes já foi ultrapassado e a meta revista por seus superiores.

Assédio ascendente

Tipo mais raro de assédio, se dá de forma vertical, mas de baixo (subordinados) para cima (chefia). É mais difícil de acontecer pois geralmente é praticado por um grupo contra a chefia, já que dificilmente um subordinado isoladamente conseguiria desestabilizar um superior. As principais causas são subordinados com ambição excessiva, onde geralmente, existe um ou dois que influenciam os demais, objetivando alcançar o lugar do superior e já tendo os subordinados como aliados, uma vez que estes o ajudaram a “derrubar” a antiga chefia, e, sentem-se parte do grupo de tomada de decisões.
Isso acontece muito principalmente onde o topo da chefia não tem pessoas ligadas à área de Nutrição, então muitas vezes a Nutricionista vira alvo dos funcionários na mesa da chefia.

Assédio paritário

Ocorre de forma horizontal, quando um grupo isola e assedia um membro – parceiro. Principais causas é eliminar concorrentes, principalmente quando este individuo vem se destacando com frequência perante os superiores.

FASES

Primeira fase

É algo normal que nas empresas surjam conflitos devido à diferença de interesses. Devido a isto surgem problemas que podem solucionar-se de forma positiva através do diálogo ou que, pelo contrário, constituam o início de um problema mais profundo, dando-se isto na seguinte fase.

Segunda fase

Na segunda fase de assédio ou fase de estigmatização, o agressor põe em prática toda estratégia de humilhação de sua vítima, utilizando uma série de comportamentos perversos cuja finalidade é ridicularizar e isolar socialmente a vítima.

Nesta fase, a vítima não é capaz de crer no que está passando, e é frequente que negue a evidência ante o resto do grupo a que pertence.

Terceira fase

Esta é a fase de intervenção da empresa, onde o que em princípio gera um conflito transcende à direção da empresa. Solução positiva: Quando a direção da empresa realiza uma investigação exaustiva do conflito e se decide trocar o trabalhador ou o agressor de posto e se articulam mecanismos necessários para que não voltem a produzir o conflito.

Solução negativa: Que a direção veja o trabalhador como o problema a combater, reparando em suas características pessoais distorcidas e manipuladas, tornando-se cúmplice do conflito.

Esse tipo de acontecimento é o mais RECORRENTE. Nós Nutricionistas muitas vezes chegamos às empresas como a “tábua de salvação” e em pouco tempo quando queremos colocar o que prega a legislação na prática passamos a ser vistos como um MAL A SER COMBATIDO. Quase sempre a dificuldade não chega nem a ser os subordinados e sim a Gerência. Nossas orientações passam a ser ignoradas, somos questionadas o tempo todo sobre a credibilidade das informações e muitas vezes comparados com outros profissionais: “Meu amigo tem um restaurante e ele me disse que a Nutricionista de lá não cobra nada disso.”

Quarta fase

A quarta fase é chamada a fase de marginalização ou exclusão da vida laboral, e pode desembocar no abandono do trabalho por parte da vítima. Em casos mais extremos os trabalhadores acuados podem chegar ao suicídio.

Claro que antes disso há uma grande tortura psicológica envolvida que acarreta inclusive em prejuízos a saúde física e mental do assediado que passa a conviver com a depressão, pesadelos, problemas para alimentar-se (compulsão ou anorexia) entre outros.

Há casos de assédio moral inclusive com Nutricionista gestante de 8 meses. Esta foi submetida a cargas horárias extremas, pressão psicológica forte além das humilhações e ameaças que sofria devido ao mal estar comum da gestação que a levava a dar alguns atestados. Ficou afastada no período de licença maternidade e ao retornar foi surpreendida com uma demissão.

TEM LEGISLAÇÃO?

No Brasil não há uma lei específica para assédio moral mas esta pode ser julgado por condutas previstas no artigo 483 da CLT. A  Primeira Lei Brasileira é datada de 2000 no município de Iracemápolis-SP de autoria do Professor-Mestre do ISCA FACULDADES DE LIMEIRA, João Renato Alves Pereira, que é também autor do Primeiro Livro publicado no Brasil, sendo palestrante na área do aperfeiçoamento das Relações de Trabalho. Há alguns estados, como Pernambuco que já publicaram lei específica tratando sobre o tema, inclusive foi a primeira lei a ser regulamentada em todo Brasil. A lei estadual nº 13.314, de 15 de outubro de2007, de autoria do deputado Isaltino Nascimento. Vários projetos já foram aprovados em cidades como São Paulo, Natal, Guarulhos, Iracemápolis, Bauru, Jaboticabal, Cascavel, Sidrolândia, Reserva do Iguaçu, Guararema, Campinas, Brasília entre outros. O estado do Rio de Janeiro, desde maio de 2002, condena esta prática.

O QUE DEVO FAZER?

  • Resistir: anotar com detalhes toda as humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam, conteúdo da conversa e o que mais você achar necessário).
  • Dar visibilidade, procurando a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram humilhações do agressor.
  • Organizar. O apoio é fundamental dentro e fora da empresa.
  • Evitar conversar com o agressor, sem testemunhas. Ir sempre com colega de trabalho ou representante sindical.
  • Exigir por escrito, explicações do ato agressor e permanecer com cópia da carta enviada ao D.P. ou R.H e da eventual resposta do agressor. Se possível mandar sua carta registrada, por correio, guardando o recibo.
  • Procurar seu sindicato e relatar o acontecido para diretores e outras instancias como: médicos ou advogados do sindicato assim como: Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e Conselho Regional de Medicina (ver Resolução do Conselho Federal de Medicina n.1488/98 sobre saúde do trabalhador).
  • Recorrer ao Centro de Referencia em Saúde dos Trabalhadores e contar a humilhação sofrida para o médico, assistente social ou psicólogo.
  • Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.

Importante:

Se você é testemunha de cena(s) de humilhação no trabalho supere seu medo, seja solidário com seu colega. Você poderá ser “a próxima vítima” e nesta hora o apoio dos seus colegas também será precioso. Não esqueça que o medo reforça o poder do agressor!
O blog da Nutriuan essa semana vai QUEBRAR O SILÊNCIO de quem já passou ou passa por humilhações repetidas em seu ambiente de trabalho. Para quem não sabe, estive nas redes sociais e outros meios de comunicação solicitando que Nutricionistas que já viveram esta situação me enviassem por e-mail suas histórias e em troca eu as divulgaria mantendo o sigilo de suas identidades. Abaixo um dos relatos que recebi no e-mail nutriuanblog@gmail.com Quem quiser ainda está em tempo de enviar seu caso. Desculpem pelo post longo, mas foi necessário para familiarizar a todos com o tema antes.

Textos que me ajudaram na construção do post de hoje:

http://www.assediomoral.org/spip.php?article9

http://www4.fe.uc.pt/fontes/trabalhos/2007003.pdf

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ass%C3%A9dio_moral

http://www.assediomoral.org/IMG/pdf/Mobbing_conceitos.pdf

Acompanhe também os temas relacionados à área de produção de refeições (Uan) na nossa página do facebook: http://www.facebook.com/nutriuan

Então, vamos à primeira história de hoje, espero que tenham gostado do post e não se esqueçam que ao longo da semana publicarei mais relatos =)

CASO Nº 1:

 “A área de UAN é a que me especializei, sou formada à 8 anos e tenho duas pós-graduações na área.

Gosto bastante desta área e sempre tive bons resultados nas empresas por onde passei, principalmente na questão financeira, já que visa principalmente custo nessa área.

De uns dois anos pra cá minha vida profissional está me desgastando muito, hoje sou terceirizada dentro de uma multinacional e somos obrigadas a trabalhar com CONTRATOS MEDÍOCRES, os quais nos exigem muito de ambos os lados (a contratada para cumprir metas e a contratante exigindo um banquete em troco de menos de R$4,00 (esse é o nosso preço de venda para 3 saladas, arroz, feijão, dois tipos de carnes, sobremesa e guarnição). Sem falar no setor de RH da empresa a qual prestamos serviço, que confundem nós como funcionárias deles, e as humilhações são constantes.

Várias das vezes os contratos exigem que a estrutura da cozinha seja por conta do cliente assim como manutenção de equipamentos, e assim, com uma visita da Vigilância Sanitária a responsabilidade e culpa acaba sendo nossa.

Ficamos presas a orçamentos que só visam lucros e todo mês somos obrigadas a escutar dos funcionários reclamações pertinentes à salário, uma vez que não entendem que nós nutricionistas de UAN não temos acesso à gestão de salários. Uma vez que o nosso salário aqui em Minas é bastante defasado…e experimenta querer ficar desempregada, o nosso destino aqui é procurar alguma Usina no interior de Goiás para voltar ao mercado de trabalho…

Sinceramente, estou procurando emprego em outras áreas, pois estou desmotivada, cansada e sem “luz no fim do túnel” para esses problemas que SEMPRE são os mesmos, só mudam de endereço…”


– Fim do 1º caso –

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Implantando as Boas Práticas de Fabricação – Parte 2, DICAS SOBRE TREINAMENTO!

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Bom dia pessoal! Como passaram o Natal?

Como prometido, hoje o post é sobre dicas para treinamento de Boas Práticas. Lembrando que o aprendizado é um processo CONTÍNUO. Tem começo, meio mas não tem fim. Conhecimento temos sempre que reciclar, relembrar. Vamos às dicas?

DICA Nº 1:

CONHEÇA o público para quem você irá aplicar o treinamento. Quantos são, qual o grau de escolaridade. Pouca gente pensa nesses pequenos detalhes mas que fazem total diferença. No meu caso (e creio que será o mesmo de vocês) haviam alguns funcionários com dificuldade de leitura, problemas de vista e analfabetos. Portanto é importante que a apresentação seja o mais ilustrativa, objetiva e didática possível. Nada de blocos de texto.

DICA Nº 2:

PLANEJE. Não pegue o treinamento que a prima da vizinha da sua amiga aplicou. Ele não servirá para você. Monte o seu treinamento com base nos problemas evidenciados no seu plano de ação e no checklist que você aplicou previamente onde vão constar as dificuldades da realidade do SEU local de trabalho. Use exemplos práticos do dia a dia, utilize vídeos com áudio, dê exemplos de outros locais onde você trabalhou. Você vai atingir o seu colaborador no ponto chave das dúvidas dele.

DICA Nº 3:

Aproxime o assunto do treinamento com o COTIDIANO. O colaborador precisa sentir a veracidade do que você está dizendo. Por isso faça analogias, conte histórias de outros locais. Quando fui aplicar treinamento no local onde trabalho, fiz uma coletânea de casos de intoxicação alimentar coletiva e problemas de segurança alimentar em geral como o caso dos hotéis do Rio de Janeiro, a barata que apareceu no sanduíche do Subway. Usei na maioria casos que ocorreram aqui em Brasília para exemplificar. Coletei dados de fiscalização aqui do Distrito Federal (no site da ANVISA). Você no seu caso pode fazer isso pesquisando no local onde mora.

DICA Nº 4:

TENHA EM MENTE e passe adiante que ter Boas Práticas de Fabricação NÃO É DIFERENCIAL. É LEI! Quando for expor as regras estabelecidas pela ANVISA em seu treinamento, cite a fonte e deixe expressamente claro de que são normas ditas pela legislação e não por você ou pela gerência. E como toda norma, deve ser respeitada.

DICA Nº 5:

Utilize o termo COLABORADOR. Dizer “manipulador de alimentos” não está errado, mas restringe muito no entendimento dos funcionários. Muitas das regras de Boas práticas valem inclusive para quem circula na cozinha como : funcionários da limpeza. Aqui no meu caso como trabalho com hotelaria temos os stewards de cozinha que são funcionários de limpeza e precisam como os demais estar paramentados com toucas e uniformes limpos.

DICA Nº 6:

Seja FIRME e SEGURA das suas informações. Principalmente no que for gerar mais polêmica. Dizer “Eu acho”, “Não tenho certeza” acaba com a credibilidade do que foi dito. Se não sabe ao certo a confiabilidade de algo, simplesmente não diga. Evite passar algo que não tenha completo domínio. Prepara-se para perguntas e tenha respostas precisas e esclarecedoras para que não fiquem dúvidas pairando no ar.

DICA Nº 7:

CUIDADO COM O TEMPO. Isso vale para qualquer treinamento. Não extrapole 1 hora. Se acha que vai passar disso, divida o treinamento em 2 ou 3 dias. Não se atrase para começar e não demore para encerrar. Um lanchinho no final, um café e uma água são sempre bem-vindos.

Essas foram as minhas dicas, espero que tenham gostado!
Vou finalizar o post com um vídeo muito legal que uso nos meus treinamentos que além de orientar quanto às Boas práticas, “quebra o gelo” e garante boas gargalhadas, EU GARANTO!

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Implantando as Boas Práticas de Fabricação – Parte 1


Bom diaaa genteee!

Fiquei um tempinho sem atualizar por estar em fase de implantação das Boas Práticas lá no meu trabalho. Correria total!

E esse é justamente o assunto de hoje. Por onde começar, principalmente em um local onde nunca houve Nutricionista? Vou tentar ser breve associando à minha experiência própria recém vivida no meu local de trabalho o que pude observar que dificultou e facilitou o processo.

1º PASSO – A Aproximação.

Vale tanto para locais que já tiveram Nutricionista e principalmente para os que nunca tiveram. 80% do sucesso da implantação do Manual de BPF depende da abordagem inicial do profissional. Nos primeiros dias apenas OBSERVE. Não faça anotações diante dos colaboradores, não faça comentários de nenhuma espécie, eles podem se sentir acuados. Tudo tem que acontecer de forma natural. Não queira forçar amizade, o Nutricionista na área dos manipuladores representa em um primeiro momento alguém que irá dar MAIS SERVIÇO, mais um chefe, mais um aborrecimento na visão da maioria deles. Ou seja, tentar ser a miss simpatia vai soar falso e ser tão prejudicial quanto dar uma de general do exército.

2º PASSO – A convivência.

Nesta fase os manipuladores já se acostumaram com a sua presença, já não te vêem como um extraterrestre. Começam a ter curiosidades à seu respeito, a se aproximar mais e até a contar detalhes de suas vidas. Muita hora nessa calma! Rs É pra isso que a gente tem aquela disciplina de Introdução à psicologia na faculdade, captaram? Tem que ter paciência para escutar para que você possa ir ganhando a confiança deles. Você vai ouvir muitas reclamações sobre os chefes maiorais, sobre falta de condições para trabalhar. Seja ético. Apenas ouça e tente injetar ânimo e esperança de que as coisas irão mudar para MELHOR com a sua chegada. Importante que ainda não faça nenhuma orientação, deixe isto para depois que aplicar o treinamento. Só aí então poderá fazer algum tipo de cobrança.

3º PASSO – O planejamento.

Este passo necessita atenção. Um planejamento bem feito evita o desgaste de ir e voltar várias vezes em alguma etapa do processo. É o que antecede a tomada de decisões, por isso para evitar ter que voltar atrás por ter se precipitado em algum momento é preciso aplicar um checklist e baseado nos problemas encontrados fazer o PLANO DE AÇÃO que consiste em tomar nota dos seguintes pontos:

• Problema – Descrever em no máximo 2 linhas de forma objetiva a não conformidade encontrada;

• Ação corretiva – Também de forma objetiva e direta descrever aqui o que resolveria o problema;

• Responsável – Quem ficará incumbido de executar tanto à nível de recursos financeiros quanto à nível operacional;

• Prazo – Elencar em ordem de prioridade o que deve ser feito primeiro. Listar primeiro os imediatos e determinar prazos (junto com a gerência). Procurar colocar no topo da lista os itens que não demandam tanto liberação de verba, os mais fáceis de resolver e os mais urgentes;

• Status – Este é o controle do que já foi executado ou ainda está em aberto para ser resolvido.

Exemplo de item do PLANO DE AÇÃO:

- Descrição da Não conformidade (problema) -

Iluminação deficiente na cozinha e nas câmaras

- Ação corretiva -

Troca da iluminação por lâmpadas mais potentes

- Responsável -

Gerência/Manutenção

- Prazo -

Imediato

- Status -

Ok/Deferido/Realizado

Esta é uma das etapas mais demoradas do processo, por isso não tenha pressa e procure sempre tranquilizar o seu cliente quanto à necessidade de demorar o tempo que for necessário para evitar o stress de ter que voltar atrás, o que comprometeria a credibilidade do gestor e do próprio consultor causando uma insegurança generalizada frente aos colaboradores da UAN. Deixe claro para aquele que contratou os seus serviços que a maior fatia da responsabilidade pelo sucesso a ser obtido depende da participação da empresa seja na liberação de recursos ($$)  seja na tomada de decisões efetivas.

4º PASSO – Treinamento.

O treinamento tem que ser objetivo, não pode ser demorado e precisa ser certeiro. O que foi observado durante as suas visitas à cozinha tem que ser o tema mais reforçado. No meu caso como o local onde me contrataram nunca teve nutricionista havia sérios problemas de um forma geral com higiene e organização. Tive que praticamente reinventar a roda! Comecei dividindo o treinamento em 3 partes. Para isso, antes de aplicar, fiz um Plano de Ensino, daqueles igual os nossos professores entregavam no início do ano letivo na faculdade:

PARTE 1:
- Conceito de Microorganismos, Doenças Transmitidas por alimentos (DTAs);

- Contaminação, sintomas;

- Noções de microbiologia;

- Conceito de Boas práticas de Fabricação de alimentos;

- Análise de perigos;

- Noções de higiene (pessoal) e comportamento;

- Utilização de materiais obrigatórios (máscara, luva, touca e EPIs);

- Identificação e armazenamento de produtos crus e/ou prontos para consumo (etiquetas).

PARTE 2:

- Controle de pragas;

- Manejo de resíduos;

- Etapas básicas do fluxo de produção (aquisição, recebimento, armazenamento, pré-preparo, cocção, distribuição, reaquecimento, resfriamento e sobras);

PARTE 3:

- Higiene ambiental, de utensílios e suas rotinas; (Depende da aquisição de produtos de limpeza específicos, a empresa onde trabalho não tem nenhum fornecedor)

- Apresentação dos POPs;

- Instrução para preenchimento de planilhas de registro;

Esta é a distribuição objetiva dos temas do treinamento que fiz de acordo com a necessidade e com a lógica dos acontecimentos da UAN onde trabalho. Você nutricionista deverá definir seus conteúdos de acordo com o que viu no seu local de trabalho. Dividi em 3 partes justamente para não “chocar” os colaboradores com muitas mudanças de repente e também para dar tempo hábil para que a empresa faça as aquisições de equipamentos necessários para que eu não cobre dos funcionários o que eles não têm ferramentas para executar. Exemplo, na parte 1 até falo de temperatura, mas esse controle só poderá ser feito a partir da aquisição de termômetros, por isso deixei a parte de planilhas para a PARTE 3 como consta na divisão dos conteúdos. Até agora apliquei até a parte 1 e pretendo dar mais um tempo até aplicar a parte 2 pois quero que a higiene e a organização dos setores estejam bem consolidados para que eu possa seguir para a PARTE 2.

No próximo post continuarei a falar sobre o treinamento e as próximas etapas do processo. Espero que tenham gostado do post de hoje e prometo que não vou mais demorar tanto…rs

Para finalizar fiquem com a nova promoção da Cyllene Cunha para quem acompanha o NUTRIUAN:

CURSO CONSULTORIA E ASSESSORIA EM SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO

VALOR PROMOCIONAL PARA OS 20 PRIMEIROS R$200.00

OBJETIVO: Fornecer as ferramentas necessárias para os que queiram trabalhar prestando serviços de Consultoria e/ou Assessoria para Serviços de Alimentação de forma a atender o cliente com qualidade diferenciada no mercado.

INSCRIÇÕES: www.alimentacaolegal.com.br/servicos

DATA PREVISTA: 10 de novembro (sábado)

HORÁRIO: 08h00min as 20h00min horas

PÚBLICO-ALVO: Biólogos, Nutricionistas, Técnicos de Nutrição, Médicos Veterinários, Gastrônomos, Engenheiros de Alimentos, profissionais e estudantes da área de alimentos.

Local: BRASÍLIA – DF

MÍNIMO DE ALUNOS PARA O CURSO ACONTECER: 20 ALUNOS

MINISTRANTE:
Profa.Dra Cyllene de Souza (Supervisora e Consultora em Segurança de Alimentos)

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

1-Tipos de consultoria: Restaurantes, Bares, Hotéis, Supermercados, Churrascaria, Fast food, Loja de Conveniência, Rotisserias,
2- O Consultor e a elaboração do Manual de Boas Práticas, dos POPs, Treinamentos, Fichas Técnicas, Cardápios.
3- Etapas da consultoria
4- Experiências de consultorias
5 – A abertura da empresa
6- Quem pode ser consultor
7 – Preço a ser cobrado
8- Perfil empreendedor do consultor
9- Responsabilidades do Consultor e do Cliente
10 – Vantagens e Desvantagens de ser Consultor

LEGISLAÇÃO
11– Consultor versus Agentes da Fiscalização Sanitária e DECON
12- Dinâmicas e Workshop

http://www.alimentacaolegal.com.br

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Desvendando a Consultoria em Nutrição

Boa tarde pessoal!

Como combinado, hoje o post trata de uma área que é o grande “boom” no mercado e que é uma alternativa para quem quer ingressar na área o quanto antes:

CONSULTORIA EM NUTRIÇÃO!

Muito tem-se ouvido falar nisso, mas O QUE SERIA ?

Bom, a Consultoria em Nutrição é um tipo de serviço que visa construir uma parceria entre proprietários de restaurantes, padarias, cozinhas industriais, hotéis, e muitos outros segmentos com o objetivo de auxiliar no Know how (como fazer, em inglês). O Nutricionista vai avaliar, analisar e prestar um parecer na área de alimentação e nutrição. Esta ação é PRIVATIVA do nutricionista, ou seja, nenhum outro profissional está autorizado a praticar esta atividade, conforme Resoluções CFN nº 378/05 e nº 380/05.

O serviço de consultoria é uma forma de contratação “por fora”, onde o Nutricionista faria uma espécie de “freelancer” de atividades específicas para receber por hora ou por serviço com preços tabelados (honorários). Um exemplo bem difundido é a confecção e implementação de Manual de Boas práticas em Unidades de Alimentação e Nutrição (UANs) que podem ser em: cozinhas industriais, restaurantes, lanchonetes, hotéis e muitos outros.

Um erro comum é pensar que a Consultoria nutricional se restringe apenas ao mercado de restaurantes em si. Como foi dito no início, trata-se de uma orientação no âmbito de nutrição e alimentação. Então abrange muitas outras áreas, inclusive clínica e esportiva.

MAS POR QUE TRABALHAR COM CONSULTORIA SERIA VANTAJOSO?

Podemos enumerar diversas razões:

•        Necessidade de capacitação de mão de obra por parte de restaurantes, hotéis e etc devido aos eventos de grande porte que Brasília irá receber (Copa, Olimpíadas);

•        O consultor ganha por hr/serviço executado, desta forma o que o um nutricionista faz por um salário X em uma empresa, o consultor recebe x + y + z, pois cada serviço prestado tem uma tarifa ou no mínimo é feito um “pacote”;

•        A visão de quem emprega um consultor em relação à experiência é muito boa, pois o consultor tem capacidade de resolução apurada por estar sempre lidando com empresas e problemas diferentes;

•       Fazendo uma boa pesquisa de mercado, o consultor pode se destacar no serviço prestado por ele com uma boa metodologia de trabalho que garanta uma mão de obra especializada e originalidade para aquele cliente específico;

•       Há uma flexibilidade de horário para trabalhar, você faz sua grade horária conforme a sua disponibilidade.
Como tudo não é só vantagens, existem também as desvantagens. São elas:

•         Não ter uma renda fixa no final do mês;

•       Trabalhar com consultoria não significa dinheiro fácil, se estiver com essa idéia em mente, trate de  eliminá-la! É um trabalho que como qualquer outro exige dedicação e responsabilidade;

•         O consultor é apenas o veículo para a resolução dos entraves da empresa. O sucesso de seu trabalho está diretamente relacionado à capacidade de entendimento do gestor no atendimento às necessidades urgentes apontadas pelo consultor.

•           É preciso ter uma boa variabilidade de atividades a oferecer para que quando a procura por determinado serviço estiver em baixa não haver queda no faturamento.

Estas são as vantagens e desvantagens de ser um consultor.
No mais, sugiro algumas leituras à quem pretende entrar de cabeça nesta modalidade:

Honorários de Nutricionista, piso e etc -> http://www.fnn.org.br/tabela.php

Artigo que fala tudo sobre consultoria, muito bom mesmo! – > http://www.consultores.com.br/artigos.asp?cod_artigo=285

Resoluções do CFN: 378/05 e 380/05 nesta ordem -> http://www.crn9.org.br/uploads/file/res378-.pdf
http://www.cfn.org.br/novosite/pdf/res/2005/res380.pdf

Abaixo, uma entrevista da nutricionista Juliana Toledo que encontrei no youtube que explica brilhantemente como é o trabalho de consultoria. Vi o vídeo dela hoje e fiquei feliz de ter visto os conceitos que passei para vocês aqui no blog como por exemplo sobre ter um bom “network”, sinal que estamos no caminho certo!


E para fechar com chave de ouro, quem levou a sério mesmo o que foi dito aqui deve estar super empolgado para começar a trabalhar com consultoria certo? Então aí vai uma indicação de curso para ingressar nesta modalidade. Um grande abraço a todas e espero que tenham gostado do post de hoje e que ajudem a divulgar o blog e a nossa fanpage no facebook: http://www.facebook.com/groups/215576291815588/#!/pages/Nutriuan/338991826191906

CURSO CONSULTORIA E ASSESSORIA EM SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO

DIA 29 DE SETEMBRO DAS 8 AS 19 HORAS (sábado)

INVESTIMENTO: R$50.00 (inscrição) + R$350.00 (valor do curso)
MATERIAL EM CD + CERTIFICADO E COFFEE

VAGAS LIMITADAS

OBJETIVO: Fornecer as ferramentas necessárias para os que queiram trabalhar prestando serviços de Consultoria e/ou Assessoria para Serviços de Alimentação de forma a atender o cliente com qualidade diferenciada no mercado.

INSCRIÇÕES: www.alimentacaolegal.com.br/servicos FINAL DA PÁGINA

PÚBLICO-ALVO: Biólogos, Nutricionistas, Técnicos de Nutrição, Médicos Veterinários, Gastrônomos, Engenheiros de Alimentos, profissionais e estudantes da área de alimentos.

Local: Instituto Qualittas – Pólo Brasília
Endereço: W3 – Sul SHCS, Quadra 505, Bloco A, Loja 47/49
Cidade: Brasília – DF

MÍNIMO DE ALUNOS PARA O CURSO ACONTECER: 30 ALUNOS

MINISTRANTE:
Profa.Dra Cyllene de Souza (Supervisora e Consultora em Segurança de Alimentos)

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

1-Tipos de consultoria: Restaurantes, Bares, Hotéis, Supermercados, Churrascaria, Fast food, Loja de Conveniência, Rotisserias,
2- O Consultor e a elaboração do Manual de Boas Práticas, dos POPs, Treinamentos, Fichas Técnicas, Cardápios.
3- Etapas da consultoria
4- Experiências de consultorias
5 – A abertura da empresa
6- Quem pode ser consultor
7 – Preço a ser cobrado
8- Perfil empreendedor do consultor
9- Responsabilidades do Consultor e do Cliente
10 – Vantagens e Desvantagens de ser Consultor

11- LEGISLAÇÃO
11– Consultor versus Agentes da Fiscalização Sanitária e DECON
12- Dinâmicas e Workshop

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Peguei o canudo. E agora? (PARTE 2 – FINAL)

onde-fazer-carteira-de-trabalho

Boa tarde ! Como foram de feriado? Trabalharam? Folgaram?

Independente do que tenham feito, espero que tenha sido ótimo!

Sem mais delongas, vamos ao que interessa: A 2ª parte do post “PEGUEI O CANUDO, E AGORA?”

Bom, encerrei a 1ª parte falando de qualificação e darei continuidade a esta parte no post de hoje. Estou me alongando nisto com razão, visto que, como já disse anteriormente, a 2ª maior reclamação dos nutricionistas recém formados é a falta de emprego. Perde apenas para o primeiríssimo lugar que é a “baixa” remuneração. É preciso refletir que um fator está diretamente ligado ao outro e não separarmos como se fossem 2 problemas distintos.

Uma constatação feita por mim e por alguns de vocês que terminam a graduação em Nutrição é algo um tanto quanto óbvio, que poucos admitem e que causa uma certa polêmica e incômodo: FACULDADE NÃO PREPARA PARA O MERCADO DE TRABALHO. Pelo menos não para a parte prática. Então não pense que sair com um certificado de conclusão de curso embaixo do braço te dá super poderes para de cara sair exigindo um mega emprego com salário na mesma proporção.

O estágio obrigatório que você fez foi muito válido e o extra curricular também. Mas entre ter uma UAN sob a sua responsabilidade e fazer um estágio supervisionado [dispensa maiores explicações] há um ABISMO de diferença.

E não estou falando necessariamente de Responsabilidade técnica (RT), mas sim do COMPROMISSO que se tem e da cobrança por resultados positivos que se espera por parte de quem lhe contratou.

Por isso, você que por enquanto é estudante, aproveite para ir além do conteúdo programático oferecido na temporada do seu estágio, seja ele qual for. Busque conhecer também a rotina do seu supervisor ou a pessoa responsável direto por você (tem que ser Nutricionista), tire todas as suas dúvidas. Mas atenção, tentar conhecer mais a rotina do seu supervisor não é se apropriar das atividades dele. Isso é exercício ilegal da profissão para os que ainda são estudantes.

Esta época de estágio também é ideal para fazer o seu “Network”, que é a 2ª dica a ser descrita aqui. Muitos contratos de trabalho surgem a partir destes períodos em que, demonstrando serviço e interesse, o estagiário tem chances de ser promovido quando conclui a graduação. Por mais que no local onde você esteja já tenha uma Nutricionista e que você ache que não exista a menor chance de substituí-la [olha o veneno!], lá na frente essa pessoa pode lembrar de você quando surgir alguma oportunidade em outro local. Então, manter um bom relacionamento interpessoal é interessante e isso não é ser interesseiro ou falso. Simplesmente verá o quanto fez falta ter se mostrado mais interessado e dedicado no estágio quando estiver desempregado e sem “QI”, sim, por que até para ter uma indicação é bom você estar acima dos medianos. Quem vai querer colocar “o seu na reta” por alguém que demonstrou a vida toda ser um estudante medíocre? Simples assim.

Por último, a 3ª e última dica é: COMECE POR BAIXO. O primeiro melhor emprego não é aquele que menos se tem pra fazer ou o que se ganha mais e sim o que se APRENDE MAIS. Meu primeiro emprego foi em um Restaurante Universitário que servia em torno de 4 mil refeições por dia. O cargo era chamado de estágio técnico, uma espécie de estágio para recém formados. Não sei onde há descrição específica sobre isso na legislação e nem se existe esse cargo. O fato é que me criticaram muito pelo “baixo salário” quando comecei. Coincidência ou não quem me criticou continua desempregado até hoje. E o local onde comecei me serviu de impulsionador para alcançar algo melhor e principalmente para aprender MUITO. Até hoje nunca saí de um emprego para ficar desempregada, sempre foi para algo melhor. E tenho notado que quando digo que trabalhei no Restaurante Universitário da UnB muitas portas se abrem pra mim.

Tenho plena consciência de que se tivesse saído direto da faculdade para assumir de fato algo sob a minha inteira responsabilidade teria sido muito mais complicado e sofrido. Não que no RU eu não tivesse responsabilidades, pelo contrário, tinha muitas. Mas essa responsabilidade era dividida com outras nutricionistas e mais 2 gerentes.

Portanto para quem está começando é preciso acima de tudo ser HUMILDE e reconhecer que tem muito que aprender. O importante é estar de peito aberto e disposto a aceitar opinião de quem tem mais experiência contrabalanceando com o que aprendeu e tem a oferecer. Na verdade conhecimento nunca tem fim. Ainda mais na nossa área que sempre surge algo novo.

Resumindo, acho que seguindo essas 3 dicas : Ter uma boa QUALIFICAÇÃO, investir no seu NETWORK, e ter humildade para COMEÇAR POR BAIXO  não vai garantir o seu primeiro emprego, mas tenho certeza que irá aumentar bastante as chances não só de conseguir uma oportunidade mas principalmente de se manter na carreira e estar sempre melhorando.

Espero que as dicas possam contribuir de forma positiva na carreira de quem como eu, está apenas começando.

 No próximo post vou falar sobre uma área que está quentíssima no mercado. Uma excelente forma de ganhar $$ para quem não quer esperar que o primeiro emprego surja e quer logo colocar tudo que aprendeu em prática. Além disso ao final do post uma surpresa que tenho certeza que vão adorar !

Até a próxima !

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